As chaves da trompa podem ser personalizadas de diversas formas mas a mais comum passa pela utilização de moedas. As razões de tal escolha são muitas e variadas; em alguns casos permite ajustar a distância individual de cada dedo em função do trompista, algo meramente estético ou, no meu caso concreto, permitir uma maior firmeza nos dedos ao evitar que estes escorreguem e mudem de sítio. Deverão ser utilizadas moedas pequenas, preferencialmente em prata, por se tratar de um  metal mais resistente ao desgaste provocado pela transpiração. Há apenas um senão... o facto de a maioria das moedas de prata ser, normalmente,  demasiado grande ou então demasiado cara, uma vez que se trata de um metal habitualmente usado no fabrico de moedas comemorativas.

As escalas e arpejos maiores e menores constituem a base da música tonal. Dependendo do instrumento musical, são habitualmente usadas diferentes sequências de aprendizagem mas que algures culminam em todas as escalas maiores e menores. Neste ponto, um esquema rotativo de escalas poderá ser uma mais-valia para a aprendizagem.

Trabalhar cada escala em detalhe é vantajoso do ponto de vista em que se trabalha minuciosamente cada aspecto, mas apenas nos dá uma visão específica de uma escala. Por outro lado trabalhar em modo e revisão, possibilita uma visão mais ampla, embora não seja dedicado tanto tempo ao detalhe.

Acredito que ambas as vertentes são necessárias e que de facto se complementam, pelo que elaborei o seguinte esquema rotativo em 12 dias.

Na coluna da esquerda estão indicadas as escalas maiores e menores seguindo um ciclo de quintas perfeitas, para serem trabalhadas em detalhe: escala maior e relativa menor em diferentes articulações, arpejos no estado fundamental e inversões, escala cromática etc.

Na coluna da direita é indicado um aspecto apenas, mas para ser trabalhado em todas as escalas.

Comece lentamente e a cada 12 dias vá aumentando o nível de dificuldade condicionando o tempo, articulações, ritmo, dinâmicas e o número de oitavas.

As escalas maiores e menores são apenas o início, uma vez que existem muitas mais escalas, modos e arpejos. Recomendo portanto que este esquema seja adaptado às necessidades específicas de cada aluno.

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Mas afinal de onde vêm das dedilhações standard da trompa?

Neste vídeo poderá conhecer a sua origem e ficar a compreender melhor o funcionamento da trompa.

As notas que se tocam na trompa derivam da série de harmónicos, ou seja, do conjunto de notas que é possível executar com a mesma dedilhação, apenas alterando o formato dos lábios.

Para compreendermos como se escreve uma série de harmónicos, nada melhor do que uma representação gráfica, passo a passo...

Existem diferentes sistemas para representar o nome das notas na música ocidental. Neste pequeno vídeo apresento uma breve explicação, prosseguindo com uma breve introdução à transposição para principiantes na trompa.

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