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A obra Reflexões, Op.71 para trompa solo foi reconhecida com o prémio da Featured Division do 2016 International Horn Society Composition Contest.

Publicado em Janeiro de 2017 pela AvA Musical Editions 

Também disponível na • June Emerson 

dedicado a Luís Diz (vencedor do 1º Prémio da III Matosinhos’ International Youtube Competition) 
Estreia pelo dedicatário no dia 23 de Janeiro de 2017 na Escola Superior de Música de Lisboa

  

Todo o mundo está a chorar! De tempos a tempos, a história repete-se e o homem enfrenta novamente a tristeza, a fúria, o desespero de não ser capaz de mudar o mundo. Apesar disso, a vida continua, todas as guerras chegam ao fim, o sol volta a nascer, iluminando um mundo sombrio que aguarda pela próxima onda. Será que é mesmo tudo o que podemos fazer? Os nossos corpos humanos apenas permanecem vivos durante um curto período de tempo; contudo, as Artes podem ajudar a transmitir a mensagem às futuras gerações. Esta o objetivo ser uma reflexão sobre esta temática, pois refletir sobre o assunto propicia a mudança. Ao mesmo tempo, esta peça é uma reflexão sobre o estado do mundo na que na época em que foi escrita. Apesar disso, o cerne da questão centra-se na sua mensagem intemporal.

A maioria das peças para trompa solo tendem a ser demasiado exigentes, incluindo uma tessitura alargada ou uma multiplicidade de extensões de técnica, que as tornam difíceis ou mesmo impossíveis de executar para os alunos. Esta peça foi escrita tendo em mente um espectro alargado de performers e pensada para ser tocada por alunos e amadores. Inclui também conteúdo musical e integridade para honrar a performance por trompistas profissionais. Trata-se, portanto, de um verdadeiro desafio composicional. Sendo trompista, pensei na trompa e em todas as possibilidades para a fazer soar bem com o mínimo esforço.

Embora esta peça possa ser tocada numa trompa simples em Fá, recomendo que seja tocada numa trompa dupla, e para isso incluí algumas sugestões de dedilhação. Todos os trilos têm as mesmas dedilhações fáceis. As notas em som bouché foram escritas para aproveitar um peculiar registo que, se tocado aberto em trompa Si bemol, apresenta as mesmas dedilhações de trompa fá em som bouché (é como tocar numa trompa com chave de bouché).