Publicado em Junho de 2018 na  AvA Musical Editions 

Também disponível em: June Emerson (UK)

Ca. 6' 30''

 

Quatro peças para trompa grave e piano, de dificuldade acessível, escritas numa tessitura entre o dóe o si4

 

O repertório específico para trompa grave centra-se habitualmente no nível virtuosístico e, embora seja comum encontrar estudos para os primeiros anos da aprendizagem, que se foquem no registo grave o mesmo não se aplica às peças. Estas peças foram no seguimento da Low Horn Suite nº1 e nº2 precisamente para colmatar essa lacuna de repertório. Pelo facto de ter sido pensada para ser tocada maioritariamente em trompa em Si bemol, esta peça enquadra-se de forma igualmente idiomática no Trombone ou no Eufónio.

Do ponto de vista técnico aborda uma tessitura que para a maioria dos trompistas coincide com mudanças na embocadura. Se for interpretada numa trompa dupla, trata-se de uma boa obra para trabalhar o movimento do polegar. No que diz respeito à leitura, está escrita em clave de fá e clave de sol com incidência em linhas suplementares, constituindo assim uma boa opção para treinar a leitura em diferentes claves. Por estar focada no registo médio, médio-grave e registo grave, é também uma boa escolha de repertório para treinar mudanças de embocadura ou para instrumentistas que estejam a efectuar alguma correcção ortodôntica.

 

   

(ca. 1'10'') 

 

Como próprio nome indica, o primeiro andamento é uma fanfarra, onde é dado ênfase ao salto de quinta perfeita tanto em staccato como em legato.

  

(ca. 1'33'') 

No segundo andamento, a ideia do arco-írissurge pelo facto de os acordes mudarem praticamente a cada dois compassos, passando duas vezes pelas 12 tonalidades seguindo um ciclo de quintas. Esta é, portanto, uma peça ideal para trabalhar todas as notas, em legato com ênfase em arpejos.

  

(ca. 1'33'') 

Com o terceiro andamento viajamos até Marraquexe. Os cp. 21 a 24 podem ser tocados opcionalmente uma oitava acima. Do ponto de vista pedagógico, trata-se de uma boa peça para treinar tanto a alternância da dedilhação 1•2 e 2•3 como para usar a alternativa do 3º dedo para algumas passagens com a dedilhação 1•2.

  

(ca. 2') 

Por último, um Blues Cromático para trabalhar o movimento dos dedos da mão esquerda, em que a cada 12 compassos, aumenta tanto o número de notas como a velocidade a que estas são tocadas. Propositadamente foram usadas notas com as mesmas dedilhações partido descendentemente do 3º e 4º harmónicos (cp.3 e 7; 15 e 17; 27 e 31)