Controlar saltos na trompa é algo que preocupa a maioria dos trompistas, principalmente porque, à medida que o intervalo aumenta, aumentam igualmente as possibilidade de falhar. Este exercício está baseado na divisão de uma oitava em partes iguais. Nem toda a música se baseia em escalas maiores e menores, daí a importância de exercícios simétricos baseado em intervalos. Com este exercício trabalhará escalas cromáticas, escalas octotónicas (de tons inteiros), arpejos de 7ª diminuta, arpejos aumentados, trítonos e oitavas.

Um exercício simples mas eficaz para trabalhar a destreza da mão esquerda na trompa. Está baseado em sequências de intervalos, fazendo todas as possibilidades dentro do mesmo intervalo, começando por uma determinada nota. Se escolher uma nota diferente todos os dias, repetirá o mesmo exercício passados 12 dias. Ou pode optar por escolher intervalos específicos para cada dia da semana...
Segunda - 2ª Maior
Terça - 3ª menor e maior
Quarta - 4ª perfeita e aumentada
Quinta - 5ª perfeita
Sexta - 6ª menor e maior
Sábado - 7ª menor e maior
Domingo - um intervalo aleatório ou escolher outro como oitava ou mesmo superior à oitava.

Conseguir um bom ataque na trompa e uma articulação clara é um assunto bastante complexo uma vez que a nossa campânula está virada para trás. Depende portanto do objecto que temos atrás de nós. Se tivermos uma cortina ou uma parede teremos uma sensação diferente. O mesmo se aplica à nossa sensação enquanto performers ou como público...

Todos os alunos de trompa são diferentes e cada um progride mais rápido nuns aspectos do que noutros. A Prática Condicionada é um conceito que guia a minha forma de ensinar e de escrever, uma vez que a maioria das minhas obras têm um carácter pedagógico. Ninguém consegue evoluir se tudo for demasiado difícil ou se tudo for demasiado fácil! Portanto a ideia é condicionar o estudo da trompa, tornando um aspecto mais difícil e facilitar outro ao mesmo tempo. Desta forma alunos diferentes poderão trabalhar o mesmo exercício, de uma forma condicionada, melhorando todos os aspectos, mas respeitando a sequência de aprendizagem de cada um.

Os trompistas usam um bocal consideravelmente pequeno para tocar num registo bastante extenso. Fazer exercícios de vibração com e sem o bocal ajuda a compreender como a embocadura funciona. Não é nenhuma ciência espacial, mas também não é nada fácil de compreender. Estes exercícios ajudam a compreender melhor como funciona e ao fazê-los estará a explorar a sua embocadura, podendo aplicar o depois as descobertas na sua prática diária. Como refiro no final deste video, há diferentes abordagens. Alguns professores recomendam apenas que se façam exercícios com o bocal, pois só com os lábios é diferente. Mas também existe uma outra abordagem,  que passa por fazer exercícios só com os lábios, mas assumindo que a forma de vibrar é diferente! Um ateleta não necessita necesssriamente de praticar a espargata pois durante uma corrida não necessitará de a fazer. Contudo se praticar como fazer uma espargata, vai aumentar a flexibilidade e melhor compreender como os seus músculos funcionam.